Cigarro eletrônico (vape) faz mal? Riscos e dependência

Cigarro eletrônico (vape) faz mal? Riscos e dependência

O cigarro eletrônico, conhecido como vape, ganhou espaço rápido — especialmente entre os jovens — cercado da ideia de que seria "menos prejudicial" que o cigarro comum. Mas será que cigarro eletrônico faz mal? A resposta da ciência e das autoridades de saúde é direta: sim. Neste artigo, explicamos o que é o vape, quais os riscos, por que ele vicia e por que é proibido no Brasil.

O que é o cigarro eletrônico (vape)

O cigarro eletrônico é um dispositivo que aquece um líquido — geralmente composto por nicotina, aromatizantes e outras substâncias químicas — transformando-o em um aerossol que é inalado. Ao contrário do que muitos pensam, o que se inala não é "vapor de água": é uma mistura de compostos que pode conter substâncias tóxicas.

Cigarro eletrônico faz mal? O que a ciência mostra

Sim. Estudos e órgãos de saúde já apontam diversos riscos associados ao uso do vape:

  • Pulmões: bronquite, agravamento de asma, DPOC e a chamada EVALI (uma lesão pulmonar grave associada ao vaping)
  • Coração: alterações cardiovasculares, com aumento do risco de infarto e AVC
  • Substâncias tóxicas: o aerossol pode conter formaldeído, metais pesados e outros compostos nocivos
  • Câncer: há preocupação com o risco, já que algumas substâncias presentes são reconhecidamente cancerígenas

Vale lembrar: como o uso em larga escala é recente, nem todos os efeitos de longo prazo são conhecidos — e novas evidências continuam surgindo.

O vape vicia? A dependência de nicotina

Sim, o vape vicia. A maioria dos líquidos contém nicotina, uma das substâncias mais viciantes que existem. Muitos dispositivos usam sais de nicotina, que facilitam a absorção e aumentam ainda mais o potencial de dependência. Quando a pessoa tenta parar, podem surgir sintomas de abstinência, como irritabilidade, ansiedade, dificuldade de concentração e forte desejo de usar — o que faz parte da síndrome de abstinência.

O vape e os jovens

Os sabores adocicados, o design moderno e a falsa sensação de segurança tornaram o vape especialmente popular entre adolescentes. O problema é duplo: a nicotina pode afetar o cérebro em desenvolvimento, e o uso funciona como porta de entrada — segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), quem usa cigarro eletrônico tem risco muito maior de acabar migrando para o cigarro convencional.

Cigarro eletrônico é proibido no Brasil

Um ponto que muita gente desconhece: a venda, a importação e a propaganda de cigarros eletrônicos são proibidas no Brasil pela Anvisa. A proibição, reafirmada pela Resolução RDC nº 855/2024, se baseia justamente na falta de comprovação de segurança e nos riscos à saúde, especialmente para crianças e adolescentes.

O vape ajuda a parar de fumar?

Não. Ao contrário de métodos comprovados (como adesivos e gomas de nicotina, que reduzem a dose gradualmente), o cigarro eletrônico não tem eficácia comprovada como forma de parar de fumar — e ainda mantém a pessoa dependente de nicotina. Órgãos de saúde recomendam estratégias seguras e baseadas em evidências.

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Como buscar ajuda para parar

A dependência de nicotina tem tratamento. O acompanhamento profissional, com apoio psicológico e estratégias de cessação baseadas em evidências, aumenta muito as chances de sucesso. Se o uso do vape se tornou uma necessidade difícil de controlar, conheça o tratamento para dependência química da Vale Azul.

Perguntas frequentes sobre o cigarro eletrônico

Cigarro eletrônico faz mal mesmo?
Sim. O aerossol contém nicotina e substâncias tóxicas, com riscos aos pulmões, ao coração e potencial de câncer, além de causar dependência.

Vape é mais seguro que cigarro comum?
Não existe forma segura de fumar. O vape tem riscos próprios e mantém a dependência de nicotina — a ideia de que é "seguro" é um mito perigoso.

Cigarro eletrônico é liberado no Brasil?
Não. A venda, a importação e a propaganda são proibidas pela Anvisa.


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Referências

  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Cigarro eletrônico. Disponível em: gov.br/anvisa
  • Instituto Nacional de Câncer (INCA). Dispositivos eletrônicos para fumar. Disponível em: gov.br/inca
Jacqueline Angelino Barbosa Gomes

Autora: Jacqueline Angelino Barbosa Gomes

Psicóloga · CRP-09/009997

Jacqueline Angelino Barbosa Gomes é psicóloga inscrita no Conselho Regional de Psicologia da 9ª Região (CRP-09/009997). Dedica-se a temas de dependência química, alcoolismo e saúde mental e é responsável pela revisão e curadoria técnica dos conteúdos da Clínicas Vale Azul, com foco em informação ética, baseada em evidências e acessível a pacientes e familiares.

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